A notícia do tumor cerebral pegou a todos de surpresa!
E o tamanho dele surpreendia mais ainda: como algo como uma laranja poderia está dentro da cabeça de uma pessoa?
Ao mesmo tempo que o desespero tomava conta, a revolta ao lembrar do diagnostico "negligente" de depressão fornecido pelos médicos anteriores crescia proporcionalmente.
Depois do mundo desabar sobre nossas cabeças, não adiantava culpar ninguém, tínhamos que agir e buscar o máximo de informação possível.
Infelizmente, quanto mais sabíamos, mais se parecia grave, ainda mais pelo tom nada otimista dos médicos.
O que inicialmente foi dado como lesão, edema ou tumor cerebral, foi ganhando nome e grau! E aos poucos foi incorporado ao nosso vocabulário naturalmente: o Glioblastoma Multiforme, grau IV. Ou "carinhosamente" apelidado de GBM.
Em posse dos laudos e imagens, nos mobilizamos para encontrar os melhores recursos disponíveis para o tratamento e, principalmente, a cirurgia. Decidimos tirá-la do hospital em Anápolis e transferi-la para o Hospital de Base em Brasília, pois segundo parentes e amigos era referência em Neurocirurgia.
Contudo, o quadro dela só piorava. Mesmo sendo medicada o edema só aumentava e seus movimentos e estado de consciência se deterioravam a cada dia.
Já dependia completamente de cuidados para alimentar-se, virar-se na cama, trocar as fraldas, etc.
Os próprios médicos já não acreditavam em chance de recuperação ou sobrevida. Alguns já se antecipavam a fornecer prazo de vida. Acredite, nada mais de um ano!
Para um filho ouvir isso é difícil, acredite!
Pensávamos como um cara que foi preparado para preservar a vida, podia falar tão naturalmente da morte.
E a pouca chance de sobrevida foi critério para jogá-la para o final da lista de prioridade para a cirurgia, sob a alegação que outros poderiam ter mais benefícios que ela.
Estranho para nós, que somos comerciantes e empresários termos que negociar justamente com a vida de nossa mãe e barganhar com médicos em prol dela.
Foi justamente quando achávamos que tudo estava perdido que abriu-se uma porta de luz: uma pessoa muito querida nos pediu para mostrar os exames para a equipe do Hospital Sarah e, assim, verificar a possibilidade de ela ser tratada lá.
Em poucos dias recebemos uma ligação confirmando a sua consulta no Sarah. Fomos recebidos pelo Dr. Ricardo, um caro super humano que sensibilizou-se e não se baseou unicamente no diagnostico da doença, enchendo nossos corações de esperança, enfim.
Todos os exames necessários foram feitos e no dia 31/10 às 12h ela entrou na sala de cirurgia. Foram mais de 9 horas até que tivéssemos a primeira informação sobre o estado de saúde dela.
O próprio Dr. Ricardo nos atendeu com uma aparência exausta, mas serena.
Não deixou de sinalizar a complexidade da cirurgia e ali mesmo em pé no corredor repetiu o que já havia falado anteriormente: "o que ela perdeu (o movimento do lado esquerdo) não volta!"
Depois de tantos progonísticos desanimadores, naquele momento a unica coisa que importava era que ela estava viva!

Boa tarde,
ResponderExcluirmeu nome é Manoel, minha sogra esta com o mesmo
problema que afligiu vc, são histórias bem parecidas,
somos de Santa Catarina, porém aqui nenhum médico quer realizar
a cirurgia, dizem que não há a possibilidade.
Gostariamos da sua ajuda para entrar em contato com o Médico que fez
a sua cirurgia.
Deus te abençoe!