Tratamento do Corpo

Mais ou menos 3 meses antes dos acontecimentos, Deus usou um pastor de Boston, um porto-riquenho que pastoreia a mesma igreja há 17 anos. Na época estavam no Brasil com uma comitiva em missão e, por telefone, me disse que tinha um recado de Deus para me entregar. Com sua tradutora, disse que não ia demorar muito, iria viajar os quatro cantos dessa terra, dando um grande testemunho por meio de um documentário que iria fazer, entre várias outras coisas. E foi logo embora; e após fui ouvindo outros profetas que só confirmava tudo.
Contudo, nem imaginava o que seria. Enfim este era o quadro, e tudo aconteceu muito rápido, onde o primeiro sintoma foi a perda da memória, fortes dores de cabeça e tontura, Primeiramente, começaram alguns formigamentos do lado esquerdo, e logo instalou-se uma hemiplegia do mesmo lado. Em poucos dias, já não possuía mais sustentação de tronco e o controle de esfíncteres, apresentando a incontinência urinária, ou seja, fazia tudo na roupa. Isto foi relatado pelos meus filhos, pois perdi totalmente a memória desse período.
Após receber alguns previsões desanimadoras por parte de alguns médicos, fui encaminhada ao Hospital SARAH para fazer a cirurgia, pois meu caso foi considerado de muita importância para a equipe médica, já que era um desafio para eles. A equipe era grande, tendo em vista a gravidade do quadro e, segundo outros médicos, tinha poucas chances de sobrevida e, caso vivesse, ficaria com muitas seqüelas.
Enfim, fui totalmente anestesiada por Deus durante todo tempo, principalmente para não ouvir as aberrações que os médicos falavam ao meu respeito. Para quem conhece a Rede SARAH, é um dos hospitais mais procurados e renomados da América Latina.
A minha cirurgia teria que ser feita neste hospital, porque Deus já me aguardava naquele centro cirúrgico. E quando entrei, O vi com meus 3 filhos. Eles reunidos, me confortava, porque já fazia alguns meses que estavam em pé de guerra, onde o Satanás usava-os para me atingir. Eu tinha pedido para Deus que não queria vê-los assim; esta situação estava me deixando muito triste, sendo que a desunião deles não era algo comum .
Então, lá estavam os 3 com Deus; e Ele me dizia: “os seus filhos estão aqui unidos como me pediu” - até as roupas que usavam pude descrever quando saí do coma. satanás também estava lá, pois achava que eu estaria sem nenhuma proteção, ou seja, sozinha!



Foi quando percebeu que os seus planos seriam frustrados pela presença do Senhor e começou a gritar, dizendo que eu deveria morrer, esbravejando o quanto me odiava desde o ventre de minha mãe - os detalhes de todo este ódio contra minha vida, conto em outra oportunidade. Como sabemos, até para nos tocar, ele tem que pedir permissão para Deus: um exemplo é a história de Jó, onde não cai uma folha de uma árvore que não seja da permissão do nosso Pai.
Não se dando por vencido, tentou uma de suas trapaças e mostrou para a equipe de cirurgiões uma herpes contagiosa que havia contraído na internação pelos vários hospitais que passei e, realmente eu estava, mas também estava com Deus que sempre dá a última palavra, suspendeu sim, porém por pouco tempo, em torno de 1 hora. Na ocasião e em pensamento, falei com Ele: “Senhor estou em suas mãos, se vivo ou se morro, dependo de Ti”. Haja vista, decidiram por fazê-la e, mais uma vez o satanás perdeu. Eu sempre fui muito ligada com meu Pai. E sentia que conduzia as mãos da equipe com vários anjos ao redor da mesa, e ouvia uma voz sempre me chamando e eu perguntava: “Está terminando? Já acabou?”.
Deus realmente confundiu a medicina para me dá vida. Depois de mais de 9 horas de operação, alguém bate no meu braço me chamando pelo meu nome dizendo: “Já acabou”, e perguntei: “Estou viva?”. A pessoa respondeu: “Sim vivíssima!”.
Saí consciente e totalmente lúcida, conversando, sem precisar ser entubada, nem mesmo ir para UTI. Já havia recuperado tudo que havia perdido. E as primeiras pessoas que vi, foram os meus três filhos e relatei a eles que os via com Deus no centro cirúrgico, chorava, ria, Perguntei a um dos meus filhos como estava o meu cabelo, ao mesmo tempo que movimentava os membros, que antes estavam sem movimentos, e fixava o olhar, que também não tinha. O meu mais velho, muito assustado, me disse “Mãe você está viva!” e eu disse “Porque? Eu tinha que está morta?”. Até então não sabia de nada que havia acontecido comigo. Como disse antes, fui anestesiada por Deus. Ele sabia que precisava me poupar de tudo. Os outros 2 me pediam para movimentar pernas e braços, e movimentava normalmente, eles estavam em choque. Só descobri o que realmente aconteceu comigo na manhã seguinte. No 2º estágio, onde fiquei, vi uma cadeira de rodas escrito a palavra “Oncologia”. Pensei “O que esta cadeira está fazendo aqui?” Então perguntei a uma enfermeira e ela respondeu que o andar onde estava era da oncologia, foi quando “caiu a ficha”, mas não sabia ainda quão grave era o tumor.



Alguém já viu falar de um paciente que acabou de fazer este tipo de cirurgia, já tomar café da manhã? Pois tomei e foi o melhor café da manhã de todos os tempos, já havia vários dias que não me alimentava, ou não me lembrava, rs!

Nesta mesma manhã, o médico chefe da equipe, Dr. Ricardo, chegou cedo para me ver, não olhava diretamente para mim, e sim para o meu estado. Pude notar que, ele não estava acreditando no que via. Logo depois veio outro médico e mais outro, me faziam perguntas e mais perguntas, e assim foi por toda semana que permaneci internada. Fizeram-me de objeto de estudo, com todo tipo de exames, testes, etc. Fiquei conhecida do subsolo até o 6º andar: “a mulher que chegou carregada no colo pelos filhos, inconsciente, sem fala e sai uma semana depois andando”. 

Sempre que Dr. Ricardo ia ao meu leito, perguntava “Você acredita em milagre?” Ele dizia “Claro que sim, depois do que vi” e mencionava para todos da equipe sempre que tinha chance que Deus estava lá com anjos, direcionando as mãos deles para que eu tivesse vida e, principalmente, sem seqüelas.
Não tendo mais o porquê de me manterem no hospital, me deram alta. Mas, antes mesmo me organizar os meus pertences, chegou uma médica no andar que eu nunca havia visto por lá. Foi até o meu leito e disse que tinha sido um engano e que eu não iria sair naquele dia e precisava ligar para o médico. Deus já havia me falado que eu iria sair na sexta andando, para provar que Ele é o nosso Deus. Vocês sabem que o diabo tenta nos entristecer, frustrar os nossos sonhos o tempo todo, e não seria diferente comigo. Procurei não me desanimar. Orei e mais tarde ela voltou com a desculpa das injeções que precisava providenciar para que eu tivesse alta. Liguei imediatamente para o meu filho e contei-lhe o que estava acontecendo e pedi as injeções para trombose. Ele chegou cedinho lá, pegou o relatório que a assistente do hospital havia feito para solicitação das injeções. 



A trombose foi devido eu ter ficado muito tempo sem andar, comprometendo a circulação sanguínea. Enfim tive alta naquele dia e desde então continuo tomando as injeções que são aplicadas na barriga há quase um ano. Somente quando a barriga fica muito dolorida, as tomo na perna. O tratamento contra trombose é necessário para prevenir possível embulia pulmonar durante o processo quimiterápico.  Deus disse-me que vida tinha me dado, agora seria com a medicina humana, sendo assim, preciso aceitar e obedecê-los. Ainda sou submetida a uma grande quantidade de remédios: anti-convulsionante, corticóides para edema cerebral, para pneumonia, para enjôos, náuseas, quimio, trombose, exames de sangue todos os meses para dosagem e controle da quimioterapia.
Devido às características agressivas do tumor, o tratamento é mais prolongado, em torno de 12 meses, onde iniciei com 30 sessões de radioterapia, simultaneamente com o Temodal. Terminado a radio, iniciei os ciclos mensais da quimioterapia com 120mg do Temodal. Hoje está em 265mg e aumentará até chegar a 300mg em janeiro de 2015.
Todo mês sou atendida por uma equipe de oncologia, compostos por 6 médicos, e todo mês os exames se repetem para avaliar a minha condição. Nos primeiros meses, me internava para fazer o uso da quimio, mas de uns 4 meses para cá, pedi aos médicos para fazer em casa para evitar algum contagio, tendo em vista que estou com baixa imunidade e não ficar exposta com outros pacientes. 

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Diná Soares

Diná Soares
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